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| Luzes do Rio Liffey |
Guarde dinheiro. Muito dinheiro. Claro que vai depender da duração que você quer fazer o intercâmbio, quanto mais longa a duração, maior será o investimento monetário. Não existe uma receita de bolo dizendo o quanto você vai gastar em cada aspecto do seu intercâmbio, mas podmeos estimar. Eu, por exemplo, eu gastei por volta de 30 mil reais.
Seus gastos, em suma, serão;
1. Curso de Inglês: dificilmente encontrará um curso de 8 meses na Irlanda por menos de 8 ou 9 mil reais. Vai depender muito do câmbio Real vs. Euro no momento em que fechar o curso. Dentro do pacote do curso, normalmente, já estarão inclusos alguns serviços oferecidos pela agência tais como acomodação temporária, transporte do aeroporto até a acomodação, material didático, etc.
O valor do curso também vai depender muito da sua escola. O que isso quer dizer? Assim como no Brasil, há escolas para todos os bolsos. Existem as mais baratas e algumas que tem valores 3x maiores. Quer dizer que as mais baratas são piores? Nem sempre. Depende muito para quem você está perguntando. Algumas escolas tem estruturas melhores que outras. Mas, no final das contas, vai muito do empenho do aluno em aprender inglês.
A minha escolha foi por uma escola intermediária, não era a mais barata e nem de longe a mais cara. Em outro post falarei melhor sobre os pontos que levei em consideração na hora de escolher a escola.
2. Passagens aéreas: sem elas não conseguimos ir a lugar algum (RISOS). Não tem como saber quanto que sairá uma passagem aérea até o momento de comprá-la. Pode ser 2 mil reais, pode ser 3. Depende muito da época. Algumas agências de intercambio oferecem esse suporte/serviço, e por vezes é um bom negócio (meu caso). É importante ter em mente que é necessário comprar ida e volta. Na maioria dos países, há o risco de ser barrado pela imigração do aeroporto, caso o viajante não tenha a passagem de volta já emitida.
3. Seguro saúde: isso é o tipo de coisa que a gente paga torcendo para não precisar usar. O seguro saúde é muito importante para qualquer um que planeja passar um tempo fora do país. Acredito que deve ser muito horrível estar doente (desde uma dor de barriga até algo mais sério), longe da sua mãe de todo mundo que você conhece e ainda não ter um tratamento eficiente no hospital. Um seguro com cobertura para todo o tempo da sua estadia no exterior vai variar entre 1 mil e 2 mil reais. Depende da abrangência do mesmo.
4. Dinheiro para se manter: todo mundo precisa de dinheiro para se sustentar. O governo irlandês exige 3 mil euros para todos que entram no país para estudar 8 meses. Esses 3 mil euros precisam ser comprovadamente seus. Existem várias formas de comprovar essa renda (entrarei em detalhes em outro post). O importante é, ao planejar seu intercâmbio, estar ciente que precisará juntar uma boa grana para conseguir pagar as contas nos primeiros meses até achar um trabalho.
Pesquise muito sobre o seu destino. É de suma importância traçar o seu perfil. O que gosta de fazer? Que tipo de clima prefere, frio ou calor? Prefere conhecer museus ou passear na praia? Pode parecer besteira, mas passar 8 meses ou 1 ano em um lugar que não está acostumado pode ser um pesadelo. Aqui na Irlanda faz frio, venta e chove muito. Então ao decidir vir para cá, o intercambista tem que estar ciente de que o sol e calor serão lembranças distantes (haha, brinks, às vezes faz sol entre uma garoa e outra).
Como eu disse no meu post anterior, até cheguei a cogitar ir para Nova Zelândia, por exemplo. Mas, ao traçar o meu perfil, notei que Dublin poderia me proporcionar mais aventuras das quais me identifico. Tudo depende de que tipo de experiência você deseja, no final das contas.
Além disso, é relevante que haja muita pesquisa sobre como é a vida no destino escolhido. Como é o transporte público? Onde ficam as escolas de inglês? Quanto custa para se manter lá? Quanto é o aluguel de uma casa ou um quarto? Quanto mais informações você conseguir coletar, mais preparado estará.
Boas fontes de pesquisa para conhecer um pouco mais sobre como é a vida na Irlanda são o site e-dublin, o canal do Marião na Europa e os grupos de classificados no facebook. Este último, use com um pouco de discernimento, afinal não é novidade pessoas postando bobabens no facebook.
Reflita sobre os seus objetivos. Por que, afinal, alguém atravessa o mundo para fazer um intercâmbio? Aprender ou aperfeiçoar o inglês? O inglês é para uso no trabalho? Ou o inglês é só um pretexto para sair do Brasil? Quer vir e tentar ficar aqui para sempre? Quer trampar e juntar grana? Quanto mais focado em um objetivo o intercambista estiver, menores as chances de se decepcionar.
Para quem é da classe média, o dinheiro que você gasta com um intercâmbio é muito grande. Quem paga os próprios boletos sabe o quanto é difícil juntar esse tanto de grana. Então, se tens um objetivo claro, mais fácil será escolher para onde ir e saber o que é preciso para alcançá-lo.
Escolha bem a sua agência de intercâmbio. Procure pesquisar quais são as empresas do ramo no mercado. Entre nos Reclame Aqui da vida; leia os reviews de outras pessoas no facebook; entre em contato com essas pessoas; Afinal, quando investimos nosso dinheiro, gostaríamos de evitar possiveis aborrecimentos... pesquise, pergunte e desconfie!
Em suma, não seja trouxa. Não acredite em tudo o que te falam sem antes de ter a mesma confirmação em outras fontes de informação. Eu revirei a internet antes de fechar com a minha agência. Pesquisei a fundo a veracidade do que estava sendo me passado. Fiz tudo isso e fui premiada com uma ótima agência, em outro momento falarei mais sobre ela.
Programe-se e desapegue-se. Se você fechou o intercâmbio com uma boa agência, ela te dará toda assistência e informações necessárias para preparar sua viagem. O que tem que ser antecipado, o que é recomendado e etc.
Eu tive 6 meses para me organizar e me programar. Como já tinha uma vida estabelecida no Brasil, tive que avisar aos meus empregadores dos meus planos, assim evitando estresse e surpresas no trabalho. Também me programei para sair do meu apartamento alugado perto do vencimento do contrato para evitar pagar alguma multa.
Vendi todos os móveis, eletrodomésticos e pertences que consegui me desapegar. Programei um check up geral da saúde enquanto tinha o plano de saúde empresarial. Fechei minhas contas correntes nos bancos, fiquei só com uma poupança. Cancelei assinaturas de serviços e cartões de créditos. Tomei todas vacinas que talvez poderia precisar (febre amarela é uma delas, apesar de não ser exigida para entrar na Irlanda). Deixei uma procuração de plenos poderes para alguém me representar no Brasil, caso haja necessidade. Conversei com um contador para fazer a declaração do meu imposto de renda. Enfim, tentei ao máximo amarrar todas as pontas e sair do Brasil com tranquilidade.
A parte do desapego acho que é a mais difícil. Muito mais o pessoal do que o material. Deixar pessoas que você gosta, sua zona de conforto, deixar o seu emprego, seus colegas, sua família. Eu tive a sorte de poder vir para a Irlanda com o meu noivo, Augusto. Isso facilita e te encoraja muito, já que sabemos sempre que teremos um ao outro. Por outro lado, nunca deixe isso te impedir de fazer um intercâmbio. Sozinho ou acompanhado, vá! Tudo é passageiro, temos que tentar fazer a melhor limonada com os limões que a vida lhe dá.
4. Dinheiro para se manter: todo mundo precisa de dinheiro para se sustentar. O governo irlandês exige 3 mil euros para todos que entram no país para estudar 8 meses. Esses 3 mil euros precisam ser comprovadamente seus. Existem várias formas de comprovar essa renda (entrarei em detalhes em outro post). O importante é, ao planejar seu intercâmbio, estar ciente que precisará juntar uma boa grana para conseguir pagar as contas nos primeiros meses até achar um trabalho.
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| Centro de Dublin |
Pesquise muito sobre o seu destino. É de suma importância traçar o seu perfil. O que gosta de fazer? Que tipo de clima prefere, frio ou calor? Prefere conhecer museus ou passear na praia? Pode parecer besteira, mas passar 8 meses ou 1 ano em um lugar que não está acostumado pode ser um pesadelo. Aqui na Irlanda faz frio, venta e chove muito. Então ao decidir vir para cá, o intercambista tem que estar ciente de que o sol e calor serão lembranças distantes (haha, brinks, às vezes faz sol entre uma garoa e outra).
Como eu disse no meu post anterior, até cheguei a cogitar ir para Nova Zelândia, por exemplo. Mas, ao traçar o meu perfil, notei que Dublin poderia me proporcionar mais aventuras das quais me identifico. Tudo depende de que tipo de experiência você deseja, no final das contas.
Além disso, é relevante que haja muita pesquisa sobre como é a vida no destino escolhido. Como é o transporte público? Onde ficam as escolas de inglês? Quanto custa para se manter lá? Quanto é o aluguel de uma casa ou um quarto? Quanto mais informações você conseguir coletar, mais preparado estará.
Boas fontes de pesquisa para conhecer um pouco mais sobre como é a vida na Irlanda são o site e-dublin, o canal do Marião na Europa e os grupos de classificados no facebook. Este último, use com um pouco de discernimento, afinal não é novidade pessoas postando bobabens no facebook.
Reflita sobre os seus objetivos. Por que, afinal, alguém atravessa o mundo para fazer um intercâmbio? Aprender ou aperfeiçoar o inglês? O inglês é para uso no trabalho? Ou o inglês é só um pretexto para sair do Brasil? Quer vir e tentar ficar aqui para sempre? Quer trampar e juntar grana? Quanto mais focado em um objetivo o intercambista estiver, menores as chances de se decepcionar.
Para quem é da classe média, o dinheiro que você gasta com um intercâmbio é muito grande. Quem paga os próprios boletos sabe o quanto é difícil juntar esse tanto de grana. Então, se tens um objetivo claro, mais fácil será escolher para onde ir e saber o que é preciso para alcançá-lo.
Escolha bem a sua agência de intercâmbio. Procure pesquisar quais são as empresas do ramo no mercado. Entre nos Reclame Aqui da vida; leia os reviews de outras pessoas no facebook; entre em contato com essas pessoas; Afinal, quando investimos nosso dinheiro, gostaríamos de evitar possiveis aborrecimentos... pesquise, pergunte e desconfie!
Em suma, não seja trouxa. Não acredite em tudo o que te falam sem antes de ter a mesma confirmação em outras fontes de informação. Eu revirei a internet antes de fechar com a minha agência. Pesquisei a fundo a veracidade do que estava sendo me passado. Fiz tudo isso e fui premiada com uma ótima agência, em outro momento falarei mais sobre ela.
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| Vista ensolarada do Spire. |
Programe-se e desapegue-se. Se você fechou o intercâmbio com uma boa agência, ela te dará toda assistência e informações necessárias para preparar sua viagem. O que tem que ser antecipado, o que é recomendado e etc.
Eu tive 6 meses para me organizar e me programar. Como já tinha uma vida estabelecida no Brasil, tive que avisar aos meus empregadores dos meus planos, assim evitando estresse e surpresas no trabalho. Também me programei para sair do meu apartamento alugado perto do vencimento do contrato para evitar pagar alguma multa.
Vendi todos os móveis, eletrodomésticos e pertences que consegui me desapegar. Programei um check up geral da saúde enquanto tinha o plano de saúde empresarial. Fechei minhas contas correntes nos bancos, fiquei só com uma poupança. Cancelei assinaturas de serviços e cartões de créditos. Tomei todas vacinas que talvez poderia precisar (febre amarela é uma delas, apesar de não ser exigida para entrar na Irlanda). Deixei uma procuração de plenos poderes para alguém me representar no Brasil, caso haja necessidade. Conversei com um contador para fazer a declaração do meu imposto de renda. Enfim, tentei ao máximo amarrar todas as pontas e sair do Brasil com tranquilidade.
A parte do desapego acho que é a mais difícil. Muito mais o pessoal do que o material. Deixar pessoas que você gosta, sua zona de conforto, deixar o seu emprego, seus colegas, sua família. Eu tive a sorte de poder vir para a Irlanda com o meu noivo, Augusto. Isso facilita e te encoraja muito, já que sabemos sempre que teremos um ao outro. Por outro lado, nunca deixe isso te impedir de fazer um intercâmbio. Sozinho ou acompanhado, vá! Tudo é passageiro, temos que tentar fazer a melhor limonada com os limões que a vida lhe dá.





